Home office deve crescer 30% no Brasil e alterar rotina das cidades

O trabalho remoto, também conhecido como home office, deve crescer 30% após o período de estabilização dos casos de covid-19 e a retomada das atividades no Brasil. A projeção é de um estudo feito pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Segundo reportagem realizada pelo Jornal da Band, esse crescimento do trabalho em casa irá alterar a rotina das pessoas e das cidades.

A XP Inc., uma das maiores instituições financeiras do Brasil, anunciou há pouco mais de um mês a adoção do trabalho remoto para todos os funcionários, globalmente, até dezembro, independentemente da evolução da quarentena. Divulgou ainda a possibilidade (grande) de estender o home office de maneira permanente.

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A medida inclui, dentre os 2.700 colaboradores nos escritórios de São Paulo, Rio de Janeiro, Nova York e Miami, todos aqueles que conseguem desempenhar suas funções fora do escritório – segundo a XP, a grande maioria.

Segundo o empresário Walter Galvão Neto, que tem cerca de 200 funcionários em Belo Horizonte, os escritórios se tornarão apenas ponto de encontro. “A tendência é de que não se vejam mais esses grandes escritórios, essas estruturas gigantes, com muitos assentos, muita estrutura física, e sim espaços de compartilhamento, de reunião, de troca de ideias”, afirmou Galvão Neto ao Jornal da Band.

Foto por cottonbro em Pexels.com

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O mercado imobiliário projeta aumento do número de imóveis corporativos vazios, após três anos de reaquecimento do setor. As imobiliárias já observam devolução de salas por pequenas e médias empresas. Especialistas dizem que os empregadores perceberam que podem reduzir custos e adicionalmente oferecer melhor qualidade de vida aos empregados e até à cidade.

Segundo eles, a não necessidade de deslocamento até o trabalho faz com que o trânsito se torne mais “amigável”, o ar, mais limpo e as ruas, menos barulhentas. “Melhora a cidade, você vê que a poluição diminuiu”, diz o professor de arquitetura e urbanismo Rogério Braga de Assunção, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). “Não é só o tempo de viagem, a gente respira melhor nas ruas.”  

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